Almada Negreiros (1893-1970)

Maternidade (1935)

“Maternidade” (1935) alusiva ao nascimento do próprio filho, é um óleo de grandes dimensões, centrado na figura da mãe que prende o filho nos braços. 

O enorme corpo dela dobra-se no chão em que se senta, e sobre os braços desnudados e os pés imensos corre uma cor cálida de pele avermelhada bem casada com o cinzento-azulado do vestido empregueado, o amarelo do lenço que lhe cobre a cabeça, o azul limpo do céu e o verde sombreado do chão que a luz amarelece para o horizonte, correspondendo assim à mancha do lenço. 

Os braços e as pernas da mãe organizam ortogonalmente um espaço estático onde se insere a criança, em diagonal.

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